“Eu sei que é complicado amar devagarinho, e eu também tenho tanto medo.”
Ouvi o grito de dor de um homem que falava a verdade, mas ninguém se importava. Botando pra fora tudo que sentiu na pele, mas ninguém lhe dava ouvidos não. Deixou a marca da fogueira que acendeu pra se livrar do frio que mata. Miséria impune, notável, sincera, não acaba nunca.
Mas ei, mãe!
Alguma coisa ficou pra trás
Antigamente eu sabia exatamente o que fazer…
Repara bem no que não digo.
Fiquei triste o dia inteiro, aí você me procura, inevitável, acabei sorrindo ao ver você falando comigo. Droga, você também não me ajuda. Queria tanto ficar bem sem você, sem falar, sem contato, mas ao mesmo tempo quase morro quando você não me conta como foi seu dia.
Um beijo pro meu bom senso que, vez ou outra, me impede de apertar o Enter.
Se eu gostasse de ser ignorada, iria entregar panfleto na rua.
Tão estranho carregar uma vida inteira no corpo e ninguém suspeitar dos traumas, das quedas, dos medos, dos choros…
Que a gente tenha: Astral bonito. Prece nos lábios. Saudade mansinha. Fé no futuro. Delicadeza nos gestos. Conversa que cura. Cotidiano enfeitado. Firmeza nos passos. Sonhos que salvam.


